segunda-feira, 2 de abril de 2012
segunda-feira, 19 de março de 2012
NUTRIÇÃO E EXERCÍCIOS FÍSICOS
A nutrição apropriada constitui o alicerce para o desempenho físico; proporciona o combustível para o trabalho biológico e as substâncias químicas para extrair e utilizar a energia potencial existente dentro desse combustível. Os nutrientes do alimento proporcionam também os elementos essenciais para reparar as células existentes e para sintetizar os novos tecidos.
Com muita freqüência, as pessoas dedicam um período de tempo e um esforço considerável para aprimorar o desempenho nos exercícios, e constatam que fracassaram em virtude de práticas nutricionais inadequadas, e, às vezes, prejudiciais. A nutrição pode afetar as condições patológicas para as quais o exercício regular faz importantes contribuições positivas.
Nunca se exercite em jejum.
Além de prejudicar o desempenho físico, causa catabolismo de proteínas (perda de massa muscular) pode ocorrer hipoglicemia (nível muito baixo de açúcar no sangue) que causa fraqueza, e vertigem entre outros problemas físicos.
O ideal é consumir carboidratos antes dos exercícios.
A ingestão de carboidratos deve ser realizada por alimentos de índice glicêmico moderado e baixo tais como; (massa de trigo integral, aveia, milho, feijões, lentilhas, frutas e verduras. Esse tipo de carboidrato deve ser consumido como base alimentar. Antes e após os exercícios de baixa e moderada intensidade os carboidratos de alto índice glicêmico tais como (batatas e arroz branco processado, massas e pão branco, açúcar de mesa, doces e guloseimas em geral, refrigerantes) podem ser consumidos em pequena quantidade. Já nos exercícios de alta intensidade carboidratos de alto índice glicêmico devem ser consumidos para aumentar os estoques de glicogênio e não ocorrer nenhum eventual problema durante ou após o exercício, neste caso de preferência as batatas, arroz branco processado e massas e pão branco.
Devemos ter muito cuidado com dietas ricas em carboidratos, pois, têm um maior risco de causar obesidade, doença cardíaca coronariana e diabetes tipo II.
Indivíduos que ingerem sistematicamente carboidratos com um ritmo rápido de absorção (alto índice glicêmico) correm um maior risco de desenvolver alguma dessas patologias ou todas.
Logo após os treinos consumir carboidratos e proteínas: os carboidratos podem ser os mesmos acima citados de baixo ou moderado índice glicêmico.
E as proteínas são: carnes (vermelhas ou brancas) “peito de peru, presunto”, ovos, leite e seus derivados.
As proteínas por sua vez estão presentes no nosso corpo entre 10 a 12 kg em um adulto médio, com cerca de 6 a 8 kg localizados dentro da massa dos músculos esqueléticos. Além disso, aproximadamente 210g de aminoácidos existem na forma livre, principalmente como glutamina, um aminoácido-chave considerado por alguns autores como o aminoácido (mãe) com funções que incluem funcionar como combustível para as células do sistema imune.
As funções das proteínas são: Regulação fisiológica, Modalidade de transporte, Método de armazenamento, Contrações, Proteção imune, Estrutura, Regulação metabólica, Transporte de membrana, Reconhecimento celular, Regulação osmótica, Regulação genética.
Após o exercício a função principal das proteínas é o reparo do tecido muscular.
Para indivíduos ativos e que principalmente praticam a musculação, alguns autores sugerem o consumo de proteína logo após o treino e de 1 a 2 horas depois, devido o aumento da síntese protéica nesse período, e a noite 1hora antes de dormir devido ao aumento da liberação hormonal ocorrendo um maior reparo tecidual durante o sono noturno.
O excesso de proteína quando não é convertido em glicose para energia é armazenada como gordura.
Preconiza-se o número de 1 copo de 200 ml de água por hora em que se estiver acordado, assim sendo, a ingestão de água deve ser independente da sede, constante e rigorosa, e não adianta deixar para tomar os 2 a 3 litros necessários diariamente de uma só vez, pois estudos mostram que o estômago capacita apenas 12 ml/kg/hora, ou seja, um adulto não conseguirá tomar mais de um litro de uma só vez sem "passar mal". Em atividade física intensa pode-se tomar 200 ml de água a cada 30 minutos.
Se a ingestão de água for abaixo do recomendado pode ocasionar alguns problemas para a saúde tais como: desvitalização dos cabelos; descamação do couro cabeludo; distúrbios de concentração, sono e memória; com perda da disposição para realização das atividades diárias, em virtude da circulação cerebral por baixa quantidade de água que faz o sangue ficar mais "viscoso" e "grosso", de circulação mais lenta; ressecamento dos olhos e tecido das vias aéreas que com baixa umidade, sofrem lesões com mais facilidade por ficarem mais frágeis, assim tornando-se mais propensos a inflamações e infecções; conjuntivites; sinusites; bronquites; pneumonias; lesões da pele com aparecimento de cravos e espinhas pela não eliminação adequada das toxinas via pele e seu acúmulo local; queda e enfraquecimento dos pêlos; baixa produção de saliva; distúrbio no aproveitamento adequado de vitaminas e sais minerais, com excesso em alguns lugares e falta em outros, levando a cãibras, dormências, perdas de força muscular e problemas ósseos dentais; respiração dificultada, por vezes levando à falta de ar, sobretudo nos exercícios físicos; constipação e por vezes, sangramento retal (devido a fezes ressecadas, endurecidas que lesam o tecido intestinal ao moverem-se em seu interior); impotência ou disfunções eréteis ou, no caso das mulheres, sangramentos vaginais.
As vitaminas são compostos orgânicos exigidos pelo corpo em pequena quantidade para a manutenção da saúde, não fornecendo energia nem contribuindo para a massa corporal, mas sendo, fundamentais para o catabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas, e, cruciais em quase todos os processos corporais. As vitaminas são divididas em hidrossolúveis (vitaminas do complexo B e vitamina C), e as lipossolúveis (A, D, E, e K).
Os minerais constituem aproximadamente 4% da massa corporal consistem em 22 elementos que se distribuem em todos os tecidos e líquidos corporais. O funcionamento dos minerais ocorre principalmente no metabolismo como importantes partes das enzimas, proporcionando também estrutura aos ossos e dentes e funcionam na síntese dos macronutrientes biológicos – glicogênio, gorduras e proteínas.
As gorduras em alto consumo promovem o aumento da concentração sanguínea de colesterol e promove a doença cardíaca coronariana. As gorduras (lipídios) por sua vez proporcionam a maior reserva alimentar de energia potencial para acionar o trabalho biológico. Protegem também os órgãos vitais, proporcionam isolamento em relação ao frio e transportam as vitaminas lipossolúveis A, D, E e K.
O treinamento aeróbico faz aumentar a oxidação dos ácidos graxos de cadeias longas, principalmente aqueles provenientes dos triglicerídeos dentro do músculo ativo, durante o exercício de intensidade ligeira a moderada.
Diferente da atividade aeróbia que mobiliza gordura durante o exercício e de 30 a 60 minutos depois, a musculação mobiliza muito mais gorduras ao longo das horas subseqüentes (até 48horas depois). Esse é um fenômeno conhecido como queima adicional. Por isso deve-se tomar muito cuidado com as dietas sem exercício ou somente exercícios aeróbios, pois, pode ocorrer uma perda significativa de massa magra causando alguns prejuízos a saúde tais como; (queda da imunidade pela perda excessiva de proteína, perda de força muscular e resistência muscular, diminuição no metabolismo de gordura entre outros). Para que isso não ocorra devem-se incluir exercícios resistidos (musculação) no programa de atividade física. A ingestão de lipídios é necessária para a aquisição de um ácido graxo essencial, o ácido linoléico. Entretanto, é preciso uma ingestão mínima de gordura para atender a essa necessidade.
As fibras dietéticas são consideradas um tipo de carboidrato classificado como polissacarídeos estruturais diferentes do amido, inclui a celulose. As fibras ocorrem exclusivamente nas plantas; constitui a estrutura de folhas, caules, raízes, sementes e cascas das frutas. Estudos associam o alto consumo de fibras, particularmente fibras de cereais integrais, a uma menor ocorrência de obesidade, diabetes, distúrbios intestinais (incluindo cânceres de boca, faringe, laringe, esôfago e estomago) e doença cardíaca. As fibras fixam muita água e, dessa forma, acarretam um “aumento do volume” dos resíduos alimentares no intestino delgado, o mais das vezes aumentando o peso e o volume das fezes em 40 a 100%. A ação com aumento de volume pode ajudar na função gastrintestinal: exercendo uma ação de raspagem sobre as células da parede intestinal, fixando ou diminuindo as substâncias químicas prejudiciais ou inibindo sua atividade e encurtando o tempo de trânsito para a passagem dos resíduos alimentares (e, possivelmente de materiais carcinogênicos) através do trato digestivo. O consumo de fibras pode também acarretar uma redução moderada no colesterol sérico em seres humanos. Em contra partida, o consumo excessivo de fibras retarda a absorção intestinal de cálcio, fósforo e do ferro.lulas da parede intestinal, fixando ou diminuindo as substo o as dee folhas, caules, raizes,
Aproveitem as dicas e Bom Treino
REFERÊNCIAS:
BOMPA, T.O. & CORNACCHIA, L.J. Treinamento de Força Consciente: estratégia para ganho de massa muscular. Primeira Edição. São Paulo, Editora Phorte LTDA, 2000.
BACURAU, R. F. et. al. Hipertrofia e Hiperplasia: Fisiologia, Nutrição e Treinamento do Crescimento Muscular. São Paulo, Editora Phorte, 2001.
LUCCHESE, F. & CASTRO C. N. Desembarcando o Sedentarismo.Quarta Edição. Porto Alegre, Editora L&M, 2005.
ROBERGS, R. A. & ROBERTS, S. O. Princípios Fundamentais de Fisiologia do Exercício: para Aptidão, Desempenho e Saúde. São Paulo, Editora Phorte, 2002.
MCARDLE, W. D. et.. al. Fisiologia do Exercício: energia, nutrição e desempenho humano. Quinta Edição. Rio de Janeiro, Editora Guanabara Koogan S. A. 2003.
KATCH, F. I. & MCARDLE, W. D. Nutrição, Controle de Peso e Exercício. Segunda Edição. Rio de Janeiro, Editora Medsi, 1984.
terça-feira, 13 de março de 2012
LOUCOS POR DOCES
O açúcar tem um poder incrível de oferecer alívio em momentos de estresse. Tanto que, no exterior, os doces são chamados de comfort food, ou seja, comida que traz alívio. “Os doces dão prazer e aliviam o sofrimento. Por isso, quando estamos nervosos, tomamos água com açúcar para acalmar”, fala Cíntia Cercato, endocrinologista da USP e membro da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).
Impulso de buscar algo açucarado que faz muita gente atacar a geladeira e até sair de casa direto para o supermercado, está ligado à própria dinâmica do cérebro e às substâncias que são liberadas quando se vivencia um momento de estresse, tristeza ou jejum prolongado. “O açúcar nos faz nos sentir bem porque ele leva à liberação de substâncias cerebrais que reduzem a dor”, complementa Nicole Avena, professora e pesquisadora do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade da Flórida (EUA).
Sim, o açúcar estimula a liberação de serotonina, a substância relacionada às sensações de bem-estar e euforia. Ou seja, ele age quase como uma espécie de antidepressivo, procurado por seu corpo quando os compostos responsáveis por seu estado de espírito, por sua felicidade, estão em baixa. Assim, pode deixar a culpa de lado se você apelou para um chocolate em uma situação de emergência.
A coisa vai mal, no entanto, quando o desejo foge ao controle e você passa a devorar tudo quando é doce que aparece pela frente. Quando a vontade de comer açúcar torna-se algo incontrolável, passa a ser um problema de saúde. A fissura, ou compulsão desenfreada por doces e alimentos ricos em carboidratos, tem nome: Craving, palavra de origem inglesa que significa desejo ardente, ânsia. Na pratica, é isso mesmo o que acontece – da uma vontade desesperada de comer um determinado alimento, algo que não se consegue controlar.
Desde 2001, uma série de estudos vem mostrando que o açúcar – mais especificamente a falta dele – é capaz de desencadear uma resposta parecida à síndrome de abstinência gerada quando um viciado deixa de fazer uso da droga.
Ou quando alcoólatra deixa de beber. Uma pesquisa, por exemplo, revelou que o cérebro de ratos que foram alimentados com xarope de açúcar passa a liberar um neurotransmissor conhecido como dopamina, a mesma substância envolvida no vício.
Quando o xarope era retirado, os animais mostravam os mesmos sinais de fissura e abstinência que usuários de drogas: eles se empanturravam de xarope e tinham sintomas de ansiedade. “O abuso no consumo de açúcar afeta a liberação de dopamina, bem como o sistema opióide (relativo ás endorfinas) do cérebro, da mesma maneira que as drogas afetam”, conta Nicole Avena, da Universidade da Flórida (EUA).
Segundo Bart Hoebel, da Universidade de Princeton (EUA), se “atacar” loucamente açúcar é uma forma de vício, seria possível observar os efeitos dele a longo prazo no cérebro. “O craving e a abstinência são componentes chave do vício, e demonstramos de várias formas esses comportamentos em ratos enlouquecidos por açúcar”, relata ele. E isso seria a prova definitiva, afirma o pesquisador, de que o craving é gerado por causas biológicas, e não psicológicas.
REFERÊNCIA:
Revista Sport Life: Novembro de 2011 n.120
CUIDADO
AÇÚCAR REFINADO CAUSA DEPENDÊNCIA E FAZ MUITO MAL A SAÚDE.
quinta-feira, 8 de março de 2012
QUANDO O PILATES FAZ MAL A SAÚDE
Falta de mão de obra especializada coloca em xeque benefícios trazidos pela prática e pode agravar dores. Saiba evitar problemas
Fernanda Aranda, iG São Paulo | 08/03/2012 12:16
Bastam 120 horas (divididas em finais de semana), um investimento de R$ 2 mil, uma plaquinha e uma sala de aula para qualquer pessoa virar instrutor de pilates.
Pelas normas atuais, os aparatos descritos acima são o suficiente para ganhar o título de especialista e oferecer exercícios físicos intensos, com potencial de lesões sérias, para idosos, gestantes, crianças e adultos.
O pilates ganhou popularidade no Brasil e os estúdios tomaram conta das cidades. Fisioterapeutas, educadores físicos, terapeutas ocupacionais e bailarinos são os profissionais que mais ocupam o cargo de professor da modalidade e os mais indicados para função, desde que façam treinamentos específicos.
“Mas não há diretrizes que norteiem a formação, como conteúdo programático ou carga-horária”, afirma o coordenador da Associação Brasileira de Pilates (ABP), Eduardo Freitas da Rosa.
“Em consequência disso, existem profissionais sem condições mínimas para atuar ou ministrar cursos sobre o método”, complementa.
“Pilates é um curso livre, não há exigência de diploma não”, respondeu a atendente de uma entidades que oferece capacitação da técnica, após a reportagem do iG Saúde perguntar se poderia participar da próxima turma que forma professores sem ter diploma em nenhuma área.
“São R$ 2 mil reais, pagos em até 10 vezes. O curso tem 120 horas e mais um estágio de 30 horas que você pode fazer na nossa unidade mesmo, com nossos matriculados”, explicou a moça ao telefone.
É verdade que, no contato com outros 8 estúdios que oferecem curso de professor de pilates (três em São Paulo, dois no Rio Grande do Sul, um na Bahia e outro em Florianópolis), só mais um aceitou a não formação prévia em universidades que ensinam noções de anatomia ou fisiologia.
O restante disse que as aulas eram voltadas apenas para fisioterapeutas e professores de educação física. Mas mesmo quem já cumpriu a graduação, pode “se especializar” em “pilates para idosos” ou “pilates para gestantes”, por exemplo, após cumprir apenas 16 horas de treinamento.
“É muito sério isso que está acontecendo”, lamenta a educadora física Cristina Abrami, diretora técnica do CGPA Pilates e uma das profissionais que batalha para a regulamentação da prática e o aumento da fiscalização.
“Hoje, se você colocar uma plaquinha na porta da sua casa oferecendo as aulas, no dia seguinte terá três alunos matriculados. Muitas academias oferecem o método em classes com mais de 10 alunos, sendo que a prática deve ser o mais personalizada possível”, diz.
“Entregamos nosso corpo, a nossa saúde nas mãos de pessoas que podem ter feito apenas um workshop ou visto um DVD sobre pilates”, alerta Cristina Abrami.
Neste contexto de mão de obra não regulamentada e capacitada para as aulas, a agravante é o perfil dos alunos. Nos últimos anos, pesquisas pipocaram enaltecendo o pilates como “remédio” para problemas crônicos, como dores intensas, osteoporose e outras alterações musculares e esqueléticas.
De fato, explica o ortopedista especializado em coluna do Hospital das Clínicas de São Paulo, Raphael Marcon, o método é excelente para a reabilitação e também para o condicionamento físico, com já evidências científicas confirmadas.
Isso indica que quando chegam às aulas, muitos praticantes já estão lesionados, com problemas de saúde e querendo amenizar os sintomas doloridos. O problema é quando o que era para ser remédio acaba como veneno. Segundo Marcon, o que ocorre é o caminho inverso.
“Os pacientes vão para as aulas de pilates para recuperar da dor, mas acabam voltando com mais dor ainda”, afirma o especialista.
O presidente da Sociedade Brasileira de Coluna, Luis Eduardo Munhoz da Rocha, acrescenta que os exercícios de pilates fortalecem a região da lombar, mas podem exigir muito de uma estrutura já comprometida.
“Os discos existentes entre as vértebras podem já estar desgastados devido ao próprio estilo de vida (postura inadequada, genética e até obesidade)”.
“Quando o pilates é ministrado por quem tem conhecimento, o limite individual de cada praticante é mais respeitado. Seja para a reabilitação, seja para o emagrecimento ou para o condicionamento físico.”
A seguir, os especialistas ouvidos pela reportagem dão dicas para o pilates não fazer mal à saúde
- Desconfie das aulas de pilates oferecidas para mais de três alunos. Por ser muito específico, o curso deve abrigar no máximo três participantes
- Solicite a formação do instrutor. Se o objetivo for reabilitação física o ideal é procurar um fisioterapeuta. Caso o interesse seja esporte, procure um educador físico. Ambos devem ter certificado e capacitação em pilates em cursos com mais de 340 horas
- Passe por um médico antes caso o ponto de partida para a procura do pilates seja uma dor. Os médicos afirmam que o sintoma dolorido é o principal alerta de que algo no corpo não está bem. Pilates serve como coadjuvante no tratamento e não como medicação
- Peça a licença do estúdio. Os órgãos de classe (ou conselho federal de educação física ou conselho de fisioterapia) precisam autorizar o funcionamento da unidade
- Não utilize como único critério de seleção da escola o preço da mensalidade. Não é porque o curso é caro demais ou muito barato que os instrutores são gabaritados
- Se estiver grávida (ou ficar grávida durante o curso) pergunte ao seu médico se há alguma restrição ao pilates e siga o que ele indicar. Em alguns casos, a atividade pode colocar em risco a gestação
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
O OVO E O MITO DO COLESTEROL - PARTE 3
O ovo e o colesterol
Absorção-
O ovo contém entre 213 a 220mg de colesterol. A recomendação da Associação Americana de cardiologia para limitar a ingestão de colesterol a 300mg diários, no máximo, o ovo ganhou o titulo de vilão
Estudo publicado em 1994 na revista médica The Lancet, em sua edição n. 344, mostrou que 70% da placa que entope as artérias são formadas por gorduras vegetais, e que o colesterol, na maioria das vezes, participa como um verdadeiro antiinflamatório, não podendo ser considerado o único culpado.
Quando se dosa o colesterol no sangue, menos de 20% são provenientes de gorduras ingeridas e mais de 80% dependem de fatores genéticos, ou seja, são produzidos pelo organismo. O nosso organismo produz aproximadamente 3.000mg de colesterol todos os dias. Diante disso, os 213mg de um ovo não devem preocupar ninguém!
Estudos retrospectivos realizados na Inglaterra, abrangendo os anos de 1868 a 1900, por Rodney Finlaysan e A. U. Mackinnon, descrevem que, no período pesquisado, havia poucos relatos de mortes por doenças cardiovasculares, mais precisamente pelo que, hoje, se conhece como infarto do miocárdio. O mais importante é que a alimentação era baseada em manteiga, banha de porco, leite integral e ovos. É bom lembrar que, naquela época não existiam margarinas nem óleos refinados, como os de canola, milho, arroz, girassol, amendoim e soja.
Porém, no período de 1910 a 1980, as mortes por infartos aumentaram 80 vezes.
Em 1956, a Sociedade Americana do Coração promoveu um grande debate pela televisão. Palestrantes ilustres foram convidados. A intenção era mostrar os benefícios entre trocar as gorduras de origem animal pelas de origem vegetal. Para a surpresa de todos, o Dr. Dudley White, enfaticamente, lembrou que “as doenças cardiovasculares, na forma de infarto do miocárdio, eram praticamente inexistentes em 1900, quando o consumo de ovos era três vezes maior do que em 1956, e ainda não se conheciam óleo de milho nem margarina”.
Quando se ingere alimentos contendo colesterol, como o ovo e os frutos do mar, menos de 15% é absorvido porque o intestino é pouco permeável a essa substância, devido à existência de um mecanismo que impede sua absorção acima de determinado limite. Há um grupo muito pequeno e especial de pessoas que é geneticamente sensível ao colesterol, não tendo condições de metabolizá-lo, mas a grande maioria das pessoas, mais de 80%, não é sensível ao colesterol, podendo comer à vontade alimentos que o contenham.
Dados estatísticos entre 1910 e 1980
Aumento de 35% no consumo total de gorduras, principalmente vegetal;
Aumento individual no consumo de gordura vegetal de 21 g/dia para 70 g/dia;
Redução no consumo individual de gordura animal de 104 g/dia para 99 g/dia;
Aumento no consumo de carne bovina e diminuição de carne suína;
Consumo estável de pescados e de frutos do mar;
Redução no consumo de manteiga para 1/5 do que se consumia em 1910 e aumento de nove vezes no consumo de margarina;
Aumento no consumo anual individual de açúcar 45 kg para 60kg (hoje, esse consumo chega a ser superior a 70kg);
Estabilidade no consumo de colesterol durante os 70 anos.
Como já foi citado houve um aumento de 80 vezes de mortes por infartos nesse período.
O mundo novo
O avanço tecnológico trouxe açúcar refinado, óleos refinados e processados a altíssimas temperaturas, gorduras artificiais hidrogenadas (margarinas), alimentos processados e industrializados com conservantes químicos usados sem critérios de segurança, pesticidas na agricultura, hormônios e anabolizantes na criação de animais.
Esses alimentos, pela forma como agem e pelo fato de já serem naturalmente pobres em nutrientes e fibras, roubam mais ainda outros nutrientes do organismo, agravando cronicamente o déficit nutricional, provocando inúmeras doenças.
REFERÊNCIA:
PUPPIN, SÉRGIO: OVO O MITO DO COLESTEROL. RIO DE JANEIRO: ED. RIO, 2004.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
O OVO E O MITO DO COLESTEROL - PARTE 2
ATEROSCLEROSE
Fatores
que agravam a aterosclerose;
Diabetes, Obesidade, Hipertensão,
Sedentarismo, Tabagismo, Estresse, Radicais livres, Fatores genéticos,
Infecções por bactérias, fungos e vírus, Intoxicação por metais, como arsênio,
alumínio, cádmio, chumbo, ferro, flúor, mercúrio, níquel; Excesso de colesterol, sobretudo quando oxidado (rançoso), nesse caso ainda é uma hipótese.
Como se pode ver, o processo de aterosclerose é
complexo e não depende de apenas um fator, mas da conjunção de vários deles.
O QUE É
COLESTEROL?
Do ponto de vista químico, colesterol é um éster de
álcool, de coloração amarelada, solúvel em substância gordurosas encontradas no
reino animal, como, carnes, leite e derivados, ovos, pescados e frutos do mar.
Na prática, colesterol é confundido com gordura, uma vez que necessita ligar-se
a proteínas gordurosas para ser transportado e utilizado.
A IMPORTÂNCIA
DO COLESTEROL
-supre necessidades das membranas celulares, que
precisam de matérias, como gorduras e proteínas, que não sejam solúveis em água
e, ao mesmo tempo, não precisam ser constantemente repostas;
- nas glândulas adrenais, ovários e testículos,
participa da produção dos hormônios sexuais (testosterona, progesterona e
estrogênio) tendo grande importância na libido e no impulso sexual;
Estas são
só algumas das importâncias do colesterol.
REFERÊNCIA:
PUPPIN, SÉRGIO: OVO O MITO
DO COLESTEROL. RIO DE JANEIRO: ED. RIO, 2004.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
O
ovo e o mito do colesterol - Parte 1
Em todos os tempos e em
todas as civilizações, a história tem mostrado que o ovo é um dos alimentos mais
completos que Deus colocou na face da terra. É o símbolo da vida e da
fertilidade; um alimento associado a uma nova vida, que dá vida ao embrião.
Seria ilógico o Criador oferecer-nos um alimento-vida que pudesse nos causar
algum dano. Entretanto, nos últimos 40 anos, essa idéia tem prevalecido. O ovo,
de alimento nobre, passou a alimento proibido, satanizado e quase banido e
nossa alimentação, em razão de declarações de inúmeros cientistas que emitiram
premissas apressadas e muitas vezes equivocadas.
(Puppin, Sergio. 2004).
"No mundo, pessoas mal
alimentadas pagam um enorme preço por declarações de cientistas que emitem opiniões em Vez de Fatos."
Dr.
William Handler, médico e pesquisador.
Na Rússia, em 1912, o
pesquisador Nikolai Anitschkov induziu aterosclerose em coelhos. No ano
seguinte, o próprio Anitschkov publicou o que veio a ser considerado o primeiro
experimento de reprodução de aterosclerose em animais na história da medicina.
Esses trabalhos,
praticamente esquecidos, voltaram com toda a força por volta de 1954, quando, também
na Rússia, David Kritchevsky confirmou que coelhos alimentados com gorduras e
colesterol apresentaram lesões ateromatosas, ou seja, uma espécie de ferrugem
que obstrui as artérias e pode provocar infartos e derrames. E Kritchevsky foi
além; afirmou que a administração de gorduras poliinsaturadas (óleos vegetais)
tinha proporcionado uma diminuição dos níveis de colesterol dos animais
pesquisados.
A notícia espalhou-se como
um rastilho de pólvora em todo mundo, principalmente no restante da Europa e
nos Estados Unidos. Os americanos, que já tinham substituído grande parte da
gordura animal por gordura vegetal, passaram a condenar os alimentos de origem
animal, principalmente os que continham colesterol. Ao mesmo tempo,
recomendaram que se substituíssem todas as gorduras de origem animal pelas de
origem vegetal, como margarina e óleo vegetal,
assim como proibiram o consumo de gordura de coco por ser saturada, como a gordura
animal.
O
grande Erro dos pesquisadores russos foi utilizar coelhos em suas experiências,
que, como se sabe, são animais herbívoros, ou seja, vegetarianos. Coelhos são
incapazes de metabolizar (digerir) adequadamente gorduras ou o colesterol
ligado a elas. Por esse motivo, as taxas de colesterol dos coelhos dos
experimentos chegaram a ficar de 10 a 20 vezes superiores aos valores normais
e, ainda assim, não se reproduziu a doença aterosclerótica tal como se
manifesta em seres humanos.
O próprio Anitschkov, em
1913, relatou que a injeção de colesterol nos animais não tinha provocado
aumento do nível de colesterol nem lesões de aterosclerose, mas parece que essa
informação foi totalmente ignorada pelo mundo cientifico. Também se ignoraram
os estudos realizados por Weltmann e Biach, em 1913, por Van Leersum, em 1914,
e por Knack, em 1915, todos comprovando que o colesterol sozinho não causa
aterosclerose. Estes últimos pesquisadores alimentaram coelhos com colesterol
ou com alimentos ricos em colesterol e não conseguiram reproduzir neles a
aterosclerose, provando que não existe relação entre alimentos com colesterol e
doenças aterosclerótica.
REFERÊNCIA:
PUPPIN, SÉRGIO: OVO O MITO
DO COLESTEROL. RIO DE JANEIRO: ED. RIO, 2004.
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