sábado, 4 de janeiro de 2014

Exercite-se em 2014: Treinar ajuda a prevenir câncer, infarto e Alzheimer

O treinamento físico é considerado um remédio para patologias como o câncer, infarto e Alzheimer entre outros.
 
Além de melhorar o condicionamento físico e garantir mais disposição, cumprir uma rotina de treinamento diminui os fatores inflamatórios e estimula as funções imunológicas do organismo.
 
Exercício é indicado para todas as idades; para além do peso ideal, também funciona no combate e prevenção de varias doenças.
Foi-se o tempo em que os únicos interessados em treinar eram aqueles jovens que queriam ser musculosos ou as meninas em busca de uma barriga tanquinho. Hoje, a diversidade da faixa etária do público que frequenta as academias, os parques e as praças mostra que o cenário mudou: a atividade física é indicada para todas as idades e com objetivos bem mais amplos.
 
 Pesquisas mostram que a prática de exercícios aeróbicos em longo prazo tem um impacto definitivo e mensurável sobre a saúde cerebral, o que evita a demência. Nesse caso, quanto mais cedo começar, melhor. Um estudo mostrou que mulheres que se exercitavam quando crianças, eram 30% menos propensas a demonstrar sinais de demência, como o Alzheimer.
 
 A Cefaléia também pode ser curada com o exercício. Nesse caso, há atividades indicadas para cada tipo de dor de cabeça. Em casos de estresse, o ideal são atividades que mudem o foco do pensamento e promovam relaxamento como ioga, alongamento e pilates. Aulas de dança de salão, sapateado, ou balé, por exemplo, também podem entrar na lista.
Quando a dor é de enxaqueca, recomenda-se musculação pesada ou exercícios aeróbios. O importante é que seja vigoroso. Um treino bom para isso, por exemplo, pode ser uma caminhada mais forte como andar quatro minutos e correr um, o que melhora o fluxo sanguíneo e atenua a dor de cabeça. Aulas de spinning, jump (em cima de pequenas camas elásticas) ou boxe também são indicadas. 
 
A depressão também se rende ao exercício físico. Uma pesquisa da Universidade Southern Methodist, de Dallas, nos EUA, conseguiu identificar a quantidade diária necessária de exercício físico capaz de proteger contra a depressão: apenas 21 minutos. Isso porque a liberação da serotonina e da dopamina em maior quantidade resulta em um efeito protetor contra a dor e também em mais felicidade.
Felicidade até para quem dorme ao seu lado. Afinal, quem pratica o exercíco, melhora o condicionamento físico, que afeta também o condicionamento cardiorrespiratório e permite que a pessoa ronque menos.
 
Cerca de 25% dos casos de câncer de mama e de cólon poderiam ser evitados se os pacientes praticassem exercícios físicos por pelo menos 150 minutos por semana - o equivalente a duas horas e meia -, advertem as Recomendações Mundiais sobre Atividade Física da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Pacientes com câncer de próstata que praticam quantidades modestas de exercícios físicos vigorosos regularmente, por exemplo, diminuem os riscos de morrer da doença.
Além da prevenção, a atividade física é importante na recuperação. A combinação de exercícios aeróbios e musculação – chamada por alguns especialistas de oncofitness – pode elevar a qualidade de vida e ajudar a superar o coquetel de sentimentos que a doença provoca, especialmente em mulheres com câncer de mama.
 
Problemas cardíacos
Um estudo britânico constatou que a prática regular de atividade física ajuda a proteger o coração, ainda que iniciada tardiamente, após os 40 ou 50 anos. Isso porque quem se exercita tem índices menores de marcadores inflamatórios no sangue. Marcadores esses que, em grande quantidade, foi associado a um aumento nos riscos de problemas cardíacos.
 
Ossos e músculos
Ao contrário do que se possa imaginar, uma pessoa portadora de osteoporose pode praticar exercícios físicos para diminuir a progressão da doença, evitar quedas e suas consequências. A osteopenia é um estágio anterior à osteoporose e neste caso exercícios regulares podem prevenir a progressão para osteoporose.
O efeito pisoelétrico, que é a troca de cargas positivas e negativas entre a superfície e a parte interna do osso, é um fator determinante na fixação do cálcio. Este efeito é obtido quando ocorre a compressão do osso. Pode ser gerado através de exercício de impacto ou simples compressão óssea, como acontece com o fortalecimento muscular (Musculação).
 
Adaptado de: www.saude.ig.com.br
 
 
Referencias:
 
BALSAMO, S & SIMÃO R. Treinamento de Força: para osteoporose, fibromialgia, diabetes tipo 2, artrite reumatóide e envelhecimento. São Paulo. Phorte, 2005. 
 
CAMPOS, M. A. Musculação: Diabéticos, Osteoporóticos, Idosos, Crianças, Obesos. Rio de Janeiro, Editora Sprint, 2000.
LUCCHESE, F. & CASTRO C. N. Desembarcando o Sedentarismo.Quarta Edição. Porto Alegre, Editora L&M, 2005.
 
MCARDLE, W. D. et.. al. Fisiologia do Exercício: energia, nutrição e desempenho humano. Quinta Edição. Rio de Janeiro, Editora Guanabara Koogan S. A. 2003.
 
ROBERGS, R. A. & ROBERTS, S. O. Princípios Fundamentais de Fisiologia do Exercício: para Aptidão, Desempenho e Saúde. São Paulo, Editora Phorte, 2002.
 
 
 

 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

BUSCA PELA BARRIGA NEGATIVA E EXERCÍCIOS EM JEJUM COLOCAM A SAÚDE EM RISCO

Barriga negativa - foto: Getty Images

BARRIGA NEGATIVA

 A barriga negativa  é anatomicamente definida pela formação de uma concavidade na região abdominal, ou seja, a barriga fica afundada, formando uma curva, em relação às costelas e ao ossos da bacia, que ficam proeminentes da parte de baixo do abdômen. 

"A barriga negativa é a associação de diversos fatores: depende de uma baixa massa de gordura corporal, músculos pouco desenvolvidos e anatomia das costelas e do quadril", explica Cacá Ferreira. "Assim, algumas pessoas até podem ter a barriga negativa sem maiores prejuízos à saúde, mas nem todas as pessoas que perdem muita gordura terão a barriga negativa". 

Para conseguir esse formato, é ultrapassado o limite entre dieta e desnutrição, muita mulheres optam por uma alimentação extremamente hipocalórica e acabam excedendo as quantidades de exercício recomendadas. Esse processo leva o organismo ao esgotamento e pode até causar doenças e problemas de saúde, como distúrbios alimentares, alterações da ovulação e do ciclo menstrual, alterações cardiovasculares, fraqueza do sistema imunológico, entre outros.

Cansaço após exercício físico - foto: Getty Images

Fazer exercícios em jejum

É fato que algumas pesquisas recentes estão apontando para uma maior perda de gordura em quem faz exercícios em jejum. Uma delas, feita na Universidade de Northumbria, em Newcastle, no Reino Unido, fez um levantamento com 112 homens que se exercitavam antes do café da manhã e encontrou este resultado. 

No entanto, até o momento, nenhum desses estudos concluiu que a atitude é positiva para qualquer pessoa. Além disso, há diversos riscos relacionados à prática de exercícios sem uma alimentação adequada. O educador físico Raul Santo, pós-doutorando pela Universidade São Judas Tadeu e fisiologista do exercício da Unifesp, explica que jejuar antes do treino pode resultar em mal estar, taquicardia, desmaios, vertigem e queda do rendimento em curto prazo, além de depressão e estresse em médio e longo prazo. 

"Quando se está em jejum, os níveis de glicose estão baixos ou baixíssimos, dessa forma o corpo usará a gordura como fonte de energia em exercícios leves e moderados", explica o fisiologista. "No entanto, há a necessidade da presença de glicose para que a gordura seja queimada, logo, o exercício em jejum tem uso de gordura muito limitado - de acordo com os níveis de glicose - e será necessário retirar a energia das proteínas". 

O uso da glicose como coadjuvante pode levar a sintomas de hipoglicemia, como cansaço, fraqueza e mal estar. E o uso de proteína como fonte de energia a médio e longo prazo trará um emagrecimento nada saudável: haverá diminuição da massa magra e o metabolismo será desacelerado. "A perda de peso acontecerá pela eliminação de líquidos: para equilibrar os níveis de nitrogênio liberados pela quebra das proteínas, o corpo terá que dilui-los em água e excretar ambos pela urina", explica Raul Santo.

Fonte: www.minhavida.com.br

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

A NOVA PIRÂMIDE ALIMENTAR E A ATIVIDADE FÍSICA





A ciência da alimentação e nutrição tem apresentado constantes avanços e novas descobertas. A maneira como a composição e o consumo dos alimentos podem influenciar na saúde dos indivíduos torna necessária uma orientação profissional adequada sobre alimentação saudável.

Por isso, formas gráficas dos grupos de alimentos são desenvolvidas para facilitar a compreensão pelas pessoas, alguns exemplos são o “My Plate” dos Estados Unidos e a “Pirâmide Alimentar” aqui no Brasil.

Existem diversos tipos de Pirâmide Alimentar, como as direcionadas a diferentes faixas etárias, as que mostram os nutrientes presentes em cada grupo de alimentos, as voltadas para os vegetarianos. No Brasil, a Pirâmide Alimentar Brasileira foi proposta em 1999 pela nutricionista e pesquisadora Dra. Sônia Tucunduva Philippi do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP, com alimentos típicos do Brasil e do hábito alimentar da população, e que além de conter todos os grupos de alimentos necessários para a manutenção da saúde e priorizar a variedade de alimentos também apresenta a quantidade adequada de porções a serem consumidas diariamente.1

Esse ano, a Pirâmide foi reformulada pela pesquisadora em conjunto com o Ministério da Saúde com o intuito de aproximá-la ainda mais da dieta e da cultura do brasileiro. Assim, foi realizada a inclusão de alguns alimentos como arroz integral, castanha do Brasil e soja, também houve destaque para as frutas regionais como caju e goiaba e inclusão de sucos e saladas de frutas. Outra mudança interessante foi a maior evidência do leite e derivados, os quais são importantes fontes de cálcio para a população. No grupo das carnes, os peixes, cortes magros e grelhados ficaram a mostra. Na parte de óleos, destacou-se o azeite; e nos doces e açúcares, foi incluso o açucareiro e o chocolate. Além disso, a nova Pirâmide inclui o incentivo à prática de atividade física e o fracionamento da dieta em 6 refeições por dia, como forma de promover a mudança de estilo de vida das pessoas.1,2

Com a recomendação da atividade física na Pirâmide Alimentar Brasileira, fica evidente a importância da alimentação adequada para a prática de exercícios. Realizar atividade física leva a maior necessidade de nutrientes, energia, vitaminas e minerais, e torna o consumo de alimentos antes, durante e após o treino essencial para o bom funcionamento do organismo durante essa prática.3

Antes do exercício é importante fornecer energia ao organismo para iniciar a prática e garantir o tempo de atividade, por isso é interessante preferir os carboidratos complexos, como os grãos integrais que proporcionam lenta absorção de glicose pelo organismo e fazem com que a energia dure o treino inteiro. Durante a atividade física, atenção especial deve ser dada ao grau de hidratação assim como no suprimento de nutrientes para garantir a performance. Após o exercício o ideal é repor a energia gasta e preservar a massa magra por meio do mix de carboidratos e proteínas, como: iogurtes, bebidas à base de soja e sanduíche de pão integral com peito de peru.3,4,5

Assim, vale ressaltar que todos os grupos de alimentos devem ser consumidos ao longo do dia em quantidades suficientes para suprir o organismo com nutrientes essenciais para seu funcionamento, principalmente aos praticantes de atividade física, que apresentam necessidades especiais para aguentar o esforço proporcionado pelo exercício e preparar o corpo para a pratica no dia seguinte. Dessa forma, a alimentação equilibrada a adoção de hábitos de vida saudáveis, entre eles a pratica de atividade física, contribuem para o bem-estar e saúde da população.
REFERÊNCIAS:

1. Philippi ST, Latterza AR, Cruz ATR, Ribeiro LC. Pirâmide alimentar adaptada; guia para escolha dos alimentos. Rev. Nutr., Campinas, 1999;12(1):65-80.
2. Site Uol – Notícias em Saúde. Pirâmide Alimentar é redesenhada para melhorar a dieta dos brasileiros. Disponível em: <http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2013/07/13/piramide-alimentar-e-redesenhada-para-melhorar-a-dieta-dos-brasileiros.htm>; Acesso em: 25/10/2013.
3. American Dietetic Association. Position of the American Dietetic Association, Dietitians of Canada, and the American College of Sports Medicine: Nutrition and Athletic Performance. J Am Diet Assoc. 2009;109:509-527.
4. Kerksick, C. M.; Leutholtz, B. Nutrient administration and resistance training. J Int Soc Sports Nutr; 2(1):50-67, 2005.
5. Tipton, K. D. et al. Stimulation of net muscle protein synthesis by whey protein ingestion before and after exercise. Am J Physiol Endocrinol Metab; 292(1):71-6, 2007.


Fonte: Dra. Sônia Tucunduva Philippi do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP / Site UOL

www.educacaofisica.com.br




quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Exercitar-se em jejum pode provocar tonturas, desmaios e mau humor

 
 
exercitar-se-em-jejum-pode-provocar-tonturas-desmaios-e-mau-humor
Deixar de comer ou exercitar-se em jejum não devem ser opções para quem deseja emagrecer.

Ao contrário do que se pensa, é extremamente importante que o atleta se alimente de forma correta antes de iniciar uma atividade física. O corpo necessita de energia para o exercício, fornecida pelo consumo de carboidrato. Se o atleta se exercita em jejum, ocorre uma diminuição da taxa de açúcar no sangue, o que pode provocar tonturas, desmaios e mau humor. Além disso, é fundamental evitar alimentos laxativos, que produzam gases ou desconforto abdominal, como gordura e fritura.

O atleta que opta por se exercitar em jejum acaba por ficar com o apetite muito maior após o treino, já que acontece um desequilíbrio hormonal. Portanto, é importante combinar proteína com carboidrato para não haver perda muscular e melhorar o rendimento nos próximos treinos.

O ideal é se alimentar com frutas, aveia, pães integrais e cereais, lembrando que o café da manhã deve ser feito uma hora antes do treino. Se não for possível, tomar um suco de fruta ou algo leve é o mais indicado.
 
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Infelizmente existem profissionais da área da saúde que indicam este tipo de prática de forma indiscriminada e nem se quer acompanha o praticante durante o exercício para observar as suas reações. Em sua maioria são profissionais que não tem conhecimento em Fisiologia do Exercício, Medicina do Esporte e Nutrição Esportiva e prescreve até mesmo por modismo.
 
Como já descrito no texto anterior a prática de exercício em jejum pode causar desequilíbrio hormonal, perda muscular, queda no desempenho físico, tontura, mal-estar, desmaio, mal humor e perda de massa óssea.
 
Prof. Esp. Fabrício Alfonso Costa.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

DEZ VANTAGENS DE CORTAR O REFRIGERANTE DA DIETA


Dez vantagens de cortar o refrigerante da dieta




Obesidade, hipertensão e até cálculo renal passam longe sem a bebida na dieta

Conhecidos como bebidas de calorias vazias, os refrigerantes não oferecem nenhum benefício ao nosso organismo além do prazer de ingeri-lo. "Além do açúcar em grande quantidade, os refrigerantes contém sódio e diversas substâncias artificiais que não fazem bem à nossa saúde", explica a endopediatra Denise Ludovico, da ADJ Diabetes Brasil. Como se o fato de não acrescentar nenhum valor nutricional à dieta não fosse suficiente, os refrigerantes também levam a uma diminuição do consumo de água e sucos naturais, que são fundamentais em uma alimentação equilibrada. Achou pouco? Então confira todas as vantagens que o seu corpo aproveita quando você elimina a bebida do cardápio: 

Evita a obesidade e ajuda a emagrecer

"Sabe-se que, hoje em dia, o consumo de refrigerantes é um dos principais contribuintes para a epidemia de obesidade", ressalta a endocrinologista Andressa Heimbecher, de São Paulo. O refrigerante está relacionado à obesidade uma vez que é uma bebida extremamente calórica e geralmente consumida em grande quantidade, levando ao ganho de peso principalmente por excesso de calorias. "Além disso, os refrigerantes têm um alto teor de açúcar, que está diretamente ligado ao aumento de peso", explica a endocrinopediatra Denise Ludovico, da ADJ Diabetes Brasil.

Outro ponto a se considerar é que o consumo de refrigerantes pode fazer com que você sinta fome antes da hora. Quando absorvidos no intestino, os refrigerantes liberam grande quantidade de açúcar na corrente sanguínea de uma só vez, o que faz com que o pâncreas libere mais insulina. "Essa insulina excessiva leva à fome, a fim de nos fazer consumir mais açúcar para manter o equilíbrio metabólico", explica Denise. No caso dos refrigerantes diet ou zero, esse mecanismo pode ser explicado da seguinte forma: apesar de não conterem açúcar, eles possuem sabor doce conferido pelos adoçantes. Segundo a especialista, isso pode fazer com que nosso cérebro registre a mensagem de que estamos consumindo doces, e isso provocar uma maior liberação de insulina para metabolizar esse açúcar, surgindo fome. "O consumo constante de bebidas artificialmente adoçadas confunde a habilidade natural do organismo de controlar o consumo de calorias, pois o corpo identifica que está com fome reunindo informações sobre o sabor doce do alimento e seu valor calórico", explica Andressa. "Como o sabor não vem acompanhado de calorias, existe um efeito rebote, que determina mais fome e mais vontade de consumir esses alimentos".
mulher com dor nos rins - Foto: Getty Images

Protege do cálculo renal

Um estudo publicado do periódico Clinical Journal of the American Society of Nephrology afirma que consumir refrigerantes e outras bebidas adocicadas pode aumentar de 23% a 33% os riscos de formação de pedras no rim. O trabalho analisou 194.095 voluntários em um período de mais de oito anos. "Isso acontece porque os refrigerantes possuem em sua composição fosfatos, substância que se consumidas diariamente favorecem a formação de cálculos renais", afirma a endocrinopediatra Denise. O fosfato é uma substância que interfere na absorção do cálcio, e quando ela está em nosso organismo em grandes quantidades favorece a excreção de cálcio para urina - fator esse de risco para cálculo renal.  
pessoa verificando a glicemia - Foto: Getty Images

Previne diabetes

Por seu alto teor de açúcar e consumo de excessivo de calorias vazias, os refrigerantes levam ao aumento de peso, e consequentemente aumentam o risco de diabetes. Segundo um amplo estudo europeu, desenvolvido pelo Imperial College London, o consumo diário de 340 ml refrigerante por dia, o equivalente a uma lata, aumenta em 22% o risco de desenvolver diabetes tipo 2. Os pesquisadores contaram com dados de 350 mil pessoas de oito países europeus diferentes. "Abolir o refrigerante da alimentação é a primeira e mais eficiente medida para reduzir o consumo de açúcar", afirma a nutricionista Amanda Epifânio, do Centro Integrado de Terapia Nutricional (Citen), em São Paulo. Segundo a profissional, beber uma latinha de refrigerante todos os dias resulta na ingestão de um quilo de açúcar no fim do mês.  
médico segurando um medidor de pressão - Foto: Getty Images

Controla a pressão arterial

Reduzir o consumo de refrigerantes e outras bebidas ricas em açúcar pode ajudar a reduzir a pressão sanguínea, segundo pesquisa realizada pela Universidade do Estado da Louisiana (EUA). O estudo, publicado na revista Circulation, avaliou dados de 810 pessoas com idades entre 25 e 79 anos que eram hipertensas ou estavam com a pressão no limite. Reduzindo o consumo dessas bebidas pela metade, após 18 meses, tanto a pressão sistólica quanto a diastólica reduziram consideravelmente. "Os refrigerantes podem favorecer a hipertensão devido principalmente ao seu alto teor de sódio", explica a nutricionista Amanda. Cortando essa bebida, diminuímos a ingestão de sódio, o que diminuirá o risco de hipertensão e também ajudará a controlar um quadro já instalado.  
coração - Foto: Getty Images

Afasta doenças cardíacas

Com o aumento da pressão arterial consequente, dentre outras coisas, do excesso de sódio ingerido, temos também um risco aumentado para doenças cardiovasculares. "A retenção de sódio também causa um aumento do volume corporal, levando a uma sobrecarga cardíaca", explica a endocrinopediatra Denise. E dois estudos recentes, um feito com homens e outro com mulheres, só comprovam essa relação. O primeiro foi desenvolvido na Harvard School of Public Health (EUA), acompanhou durante 22 anos 43 mil homens e concluiu que os homens que bebiam um copo de refrigerante por dia tinham um risco 20% maior de sofrer uma doença cardíaca do que os demais. A segunda pesquisa é do Centro de Saúde da Universidade de Oklahoma (EUA), foi feito com quatro mil pessoas, incluindo homens e mulheres. Ao final da análise, constatou-se que as mulheres que bebiam pelo menos duas bebidas adoçadas com açúcar por dia ? como refrigerantes - tinham quatro vezes mais chances de desenvolver níveis de gorduras no sangue acima do normal, fator de risco conhecido para doenças cardiovasculares.
mulher com uma fita métrica na barriga - Foto: Getty Images

Combate o inchaço e retenção de líquidos

"Os refrigerantes possuem grande quantidade de sódio, principalmente os zero e light, e por isso aumentam a retenção de líquidos", explica a endocrinopediatra Denise. Isso acontece porque nosso organismo precisa manter um equilíbrio entre sódio e água - por isso, quanto mais sódio no corpo, mais água ele retém. A sensação de barriga inchada também ocorre pela presença de gás nessas bebidas e também pelo excesso de açúcar. "O açúcar causa uma fermentação no intestino, aumentando a produção de gases e consequentemente, o inchaço", completa a nutricionista Amanda. 
mulher fazendo um coração na barriga - Foto: Getty Images

Melhora o trânsito intestinal

"Refrigerantes são ricos em açúcar e diversas substâncias químicas que prejudicam a atuação das bactérias benéficas do intestino, e favorecem a proliferação de bactérias perigosas", alerta a nutricionista Gabriela Calsing, da clínica Salus Nutrição, em Brasília. Sucos naturais, por outro lado, podem ter efeito laxante, estimulando o funcionamento desse órgão. "Invista em opções com grande porcentagem de água, como o melão, a melancia e o mamão", recomenda. 
mulher bebendo suco - Foto: Getty Images

Protege o fígado

Os refrigerantes, quando absorvidos no intestino, liberam uma grande quantidade de açúcar, ácido fosfórico e substancias tóxicas que sobrecarregam o fígado, transformando o açúcar em gordura. "Esse processo, em longo prazo, até poderia levar a esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado)", explica a endocrinopediatra Denise. 
sorriso - Foto: Getty Images

Preserva o esmalte dos dentes

Os refrigerantes - principalmente aqueles à base de cola - possuem fosfato em sua composição, o que pode levar a desmineralização óssea, gerando desgaste dos dentes. "Aqueles que contêm açúcar aumentam a chance de ter cáries, e as versões diet ou light possuem ácidos que podem estragar o esmalte dos dentes", ressalta Denise Ludovico. Um estudo da Temple University School os Dentistry, na Filadélfia (EUA), descobriu que os refrigerantes podem danificar os dentes tanto quanto o uso de crack e da metanfetamina.  
mulher feliz na praia - Foto: Getty Images

Passa longe da depressão

 Uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Saúde da Carolina do Norte (EUA) verificou uma possível ligação entre o consumo de bebidas diet e um maior risco de depressão. Os autores analisaram os dados de 264 mil pessoas com mais de 50 anos de idade durante dez anos. A análise revelou que pessoas que bebiam mais de quatro latas ou copos de refrigerante diet por dia tinham um risco cerca de 30% maior de desenvolver depressão do que aqueles que não ingeriam esse tipo de bebida. Quem bebia refrigerante tradicional apresentou um risco 22% maior. Os especialistas afirmam que os refrigerantes são ricos em substâncias que podem interferir nas atividades do nosso organismo de forma negativa, favorecendo o aparecimento de doenças como depressão.